quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Relato do parto da Thays pela doula




Thays achou meu blog na internet e me ligou para ver se pudíamos nos encontrar. Falei para ela do encontro do GAPP no qual sou coordenadora, e marcamos de nos conhecer nele.  Thays tinha um rosto familiar para mim, e estava muito decidida! Conversamos e ela já fechou acompanhamento comigo naquele dia. Combinamos então de eu ir na casa dela conhecer o marido, papai da Giulia, Clayton. Uma pessoa super simpática e calma, e colega terapeuta, rs.

Em cada encontro conversávamos muito.  Cada encontro tinha alguma coisa,  um cursinho básico, vivência do trabalho de parto, massagem, pintura na barriga e mais conversa. Eu só reforçava o que eles sabiam, e eles sabiam o que queriam.

Um dia antes da DPP, que era dia 26/07, tive um precentimento de ir ver como estava a Thays. Cheguei lá e ela estava tranquila, não sentia nada de diferente. Pelas 8 hs da manhã, do dia seguinte, vejo uma mensagem no celular dizendo que havia sentido a primeira cólica as 6:30 da manhã. Liguei para ela que disse que as cólicas (contrações) estavam vindo meio desregulares. Pedi que me ligasse assim que mudasse de padrão e ficassem frequentes. No inicio pensei que demoraria a me chamar, mas logo depois tratei de me arrumar, e arrumar as crianças que iam ficar com a vó e a babá.

Pelas  9:50 Thays me ligou e pediu para ir rápido, que as contrações haviam apertado e que já estavam a cada 5 minutos. Avisei meu marido, que iria me levar até a casa dela. Cheguei na  casa dela umas 10:30 hs, e ouvia uma leoa em ação. Clayton abriu a porta com aquele olhar calmo de sempre. Thays urrava como uma mamãe leoa trazendo seu filhote ao mundo, era lindo de ver! Eu incentiva, claro, assim aliviava um pouco a dor. Creio que ficamos uns 30 minutos em casa, com masssagem, bolsa de água quente, bola, cromoterapia, até que Thays decidiu ir para o Hospital Divina Providência. Fomos nós duas atrás, ela de quatro para aliviar a pressão que sentia. No caminho tentei entrar em contato com a médica, mas sem sucesso.


Chegamos ao hospital beirando 12 hs, o trânsito estava intenso. Thays foi recebida pela enfermaria e foi fazer avaliação. Clayton e eu esperamos do lado de fora, sei lá por quantos intermináveis minutos. Não sabíamos de nada, até que me chamaram e permitiram minha entrada. Cheguei na sala de pré parto/parto e lá estava a Thays semi deitada na cama , gritando para o desespero da equipe, rs. Chegou no hospital com 7 cm, e foi chamado o plantonista. Ele entrou logo em seguida atrás de mim, disse que era amigo da médica da Thays. Fiquei aliviada pois achei que a médica havia mandado um colega. Grande engano. O médico perguntou quem eu era, Thays e eu respondemos juntas: “a doula”. Claro que ele arregalou os olhos e bem debochado disse: “Aaaah...é a doula!”, com cara de quem não gostou.

Não havia reconhecido o plantonista antes, mas era o Dr. Fofonka, que não respeita a mulher, além de debochar dos profissionais humanizados, como eu. Falo o nome do médico aqui, porque é um absurdo o jeito como esse “ser” se comporta e trata as clientes, e alerto, gestantes fujam dele! Ao menos que queiram bomba de hormônio nas veias, episiotomia e fórceps, além de piadinhas ridiculas, claro. Ele a avaliou novamente e estava com dilatação completa. Claro que a moveu para o Centro Cirurgico né?!

Outra vez tive que esperar para ver se permitiam minha entrada no CC.  Fui autorizada e entrei após colocar a roupinha bonita do hospital. Papai da Giulia estava a postos com a filmadora e eu com a máquina fotográfica. O médico havia colocado as perneiras, mesmo Thays não querendo, ficando meio sentada. Dr. Fofonka começou a dirigir a força que ela deveria fazer, dizendo que havia que puxar os estribos, sem gritar, etc. Nisso o médico pede a lâmina, para a episiotomia, mas Thays foi taxativa e disse que não queria corte. O médico alegou que se precisasse cortaria, mas Clayton reafirmou a vontade da esposa. Com alguns minutos de força o médico resolve enfiar o fórceps, mesmo Thays dizendo que não, e tirou Giulia, colocando - a no colo da mãe.  Ela nasceu às 12:40 da tarde, pesando 2730 gramas e medindo 45 cm (6hs de trabalho de parto e parto!!). Linda, com um par de cílios de dar inveja! Rs. Vimos que ela estava suja de sangue, ai percebemos que a episio tinha sido feita, mesmo sem consentimento.




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Família linda!

Giulia ficou um pouco com a mãe, enquanto eram costurados os pontos. Depois foi para a avaliação, aspiração, e tals (no berçario recebeu as duas injeções). Voltou para o colo da mãe e Thays a colocou para mamar, mas Giulia só queria ver e ouvir, e deu um belo de um sorriso para a mamãe, linda demais! A enfermeira levou Giulia para o banho, papai foi atrás, e eu fiquei com a Thays. Levaram na para a sala de recuperação mas não pude ficar com ela, e fui esperar no lado de fora. Papai acompanhou todo o banho, tirou fotos, filmou, corujando um monte a filhota.

Fiquei no hospital até mãe e filha irem para o quarto, o que aconteceu pelas 18 hs. Orientei quanto a amamentação, reforcei alguns pontos que Thays já sabia, e tirei muita fotos, rsrs. Depois de corujar bastante a Giulia fui embora feliz demais por ter visto mais um anjinho nascer!

Lindas!!! 

Vó Ana babando!!

Papai corujando, rs!

Thays e Clayton, muito obrigada por me convidarem a participar deste momento único. Foi lindo e emocionante.
Thays foste perfeita, e não fez fiasco não!! Fez o que queria fazer, o que teu corpo precisava que fosse feito.
Clayton foste ótimo, apoiando tua esposa em todos os momentos, tentando manter a calma, mesmo nas adversidades.
A Giulia é um anjo que veio para alegrar os corações de quem a rodeia! Parabéns a família.

Um grande abraço e um beijo para vocês!

Ana Luisa Rosa- mãe e doula

5 comentários:

  1. Lindos! Muita luz, muito amor e paz para essa linda família! Saudades!

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  2. Que absurdo, fiquei horrorizada com o desrespeito desse medico!!!

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    1. Sim Lu! Muito horrível o trabalho deste profissional!

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  3. Pena ter lido só hoje esse post. Tive meu bebe no Divina, em maio desse ano, e fui vitima desse médico Dr Derli Fofonka. Com uma cesárea que não queria fazer. Com comprimidos intra-vaginais de estimulo, que havia pedido para não receber, e que inclusive ele abriu a embalagem, introduziu e colocou o papel no seu bolso, não colocando nem no lixo (sei lá pq.?!) e não cobrou no meu relatório de repasse ao plano de saúde (fazendo caridade provavelmente?!). Tomei soro mesmo eu pedindo para não tomar. E para finalizar, enquanto eu pedia para meu marido entrar na sala enquanto iniciava a cesárea (que foi de emergência) ele enrolava, enquanto conversava com o anestesista debochando que - (...) aquele procedimento que eles faziam, sim, é que era humanizado, ali eu não ia ficar horas sofrendo, e que eles iam resolver tudo rapidinho, sem dor (...). E até o meu marido entrar, ficaram criticando o único médico que vc deve conhecer que faz parto humanizado lá. Quer transparência? Liberdade de escolha? Esclarecimentos? Não recomendo esse médico! Ana, vc fez muito bem em contar essa experiência, pena eu não lido antes e olha que pesquisei na internet tudo que havia com o nome dele. Em breve vou encontrar um tempo para fazer um relato detalhado de toda a minha história e compartilhar... para que outras mães possam acessar essas experiências.

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    1. Olá!Esse Senhor não é humano no atendimento...mas existem mães que gostaram do atendimento...

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